Com a atualização da Nova NR-1, fatores como assédio, sobrecarga e falta de reconhecimento passaram a ser enquadrados como riscos ocupacionais. Este Guia para avaliação de riscos psicossociais nas empresas apresenta os 13 fatores de risco mais comuns e 5 passos práticos para empresas avaliarem e controlarem esses riscos.
A NR-1 agora exige que todas as empresas, independentemente do porte, incluam os fatores de risco psicossociais no Inventário de Riscos e no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). O descumprimento pode gerar multas, autos de infração e ações trabalhistas.
Saúde mental não é assunto de psicólogo ou moda do RH — é fator decisivo para competitividade. O Guia para avaliação de riscos psicossociais nas empresas nasce justamente dessa necessidade: no Brasil, transtornos mentais já aparecem entre as principais causas de afastamento.
Esses números mostram que avaliar riscos psicossociais não é burocracia — é estratégia. Empresas que identificam problemas antes que se tornem passivos trabalhistas saem na frente.
O Guia para avaliação de riscos psicossociais nas empresas define, de acordo com o MTE, riscos psicossociais como condições presentes no ambiente de trabalho que podem prejudicar a saúde mental, física ou social dos trabalhadores.
Eles incluem pressões por metas excessivas, jornadas longas, assédio e falta de autonomia. Não se referem a problemas pessoais do colaborador, mas ao modo como o trabalho é organizado.
As consequências de ignorá-los são concretas: esgotamento, distúrbios musculoesqueléticos (DORT), ansiedade, depressão e aumento do turnover. A NR-1 determina que todos esses riscos devem ser identificados, avaliados e controlados.
O Guia para avaliação de riscos psicossociais nas empresas parte da Portaria MTE nº 1.419/2024, que alterou o capítulo 1.5 da NR-1 para incluir explicitamente os fatores de risco psicossociais no GRO.
A avaliação de riscos deixou de considerar apenas agentes físicos, químicos, biológicos e ergonômicos — agora também contempla aspectos emocionais e organizacionais.
Além disso, a NR-1 passou a exigir que a avaliação considere as condições de trabalho previstas na NR-17 (Ergonomia), tornando a Avaliação Ergonômica Preliminar (AEP) obrigatória para todas as empresas, mesmo as dispensadas de elaborar o PGR.
Segundo o Guia para avaliação de riscos psicossociais nas empresas, os empregadores devem identificar, avaliar e controlar todos os riscos ocupacionais, incluindo assédio, sobrecarga e pressões excessivas. É obrigatório registrar esses riscos no Inventário, planejar ações de mitigação priorizando medidas preventivas, consultar os trabalhadores e monitorar continuamente a eficácia das ações seguindo o ciclo PDCA.
O Guia para avaliação de riscos psicossociais nas empresas se apoia nos 13 fatores de risco psicossociais listados pelo Ministério do Trabalho que toda empresa deve conhecer e monitorar:
| Fator de risco | Descrição | Possíveis consequências |
|---|---|---|
| Assédio de qualquer natureza | Comportamentos abusivos, humilhações ou chantagens | Ansiedade, depressão, ações trabalhistas |
| Má gestão de mudanças | Mudanças sem comunicação ou preparo | Insegurança, resistência, estresse |
| Baixa clareza de papel | Indefinição de responsabilidades e metas | Desmotivação, ansiedade, baixa produtividade |
| Baixas recompensas e reconhecimento | Esforço não reconhecido pela organização | Desmotivação, aumento do turnover |
| Falta de suporte e apoio | Ausência de orientação ou recursos adequados | Estresse, isolamento, queda de desempenho |
| Baixo controle e autonomia | Falta de poder de decisão sobre as próprias tarefas | Sentimento de impotência, esgotamento |
| Baixa justiça organizacional | Percepção de favoritismos ou critérios obscuros | Clima tóxico, conflitos, desmotivação |
| Eventos violentos ou traumáticos | Acidentes graves, violência ou ameaças no trabalho | Transtornos mentais, estresse pós-traumático |
| Baixa demanda de trabalho | Tarefas insuficientes ou monótonas | Apatia, perda de engajamento |
| Excesso de demandas (sobrecarga) | Volume ou complexidade acima da capacidade | Esgotamento, DORT, burnout |
| Maus relacionamentos | Conflitos constantes e hostilidade entre equipes | Ansiedade, isolamento, absenteísmo |
| Comunicação difícil | Barreiras físicas, tecnológicas ou hierárquicas | Erros, retrabalho, frustração |
| Trabalho remoto e isolado | Ausência de contato ou integração com a equipe | Solidão, fadiga, perda de coesão |
Muitos desses fatores estão relacionados à organização do trabalho e à liderança. Por isso, o Guia para avaliação de riscos psicossociais nas empresas orienta olhar para processos, comunicação e relações — e não apenas para sintomas individuais.
Defina objetivos, setores envolvidos e profissionais qualificados. Faça um levantamento preliminar com indicadores de absenteísmo, rotatividade, atestados médicos e entrevistas de desligamento. Envolva líderes, SESMT, CIPA e trabalhadores desde o início.
Escute os trabalhadores de forma confidencial e estruturada. Utilize questionários validados como o COPSOQ-BR, grupos focais e entrevistas. Garanta anonimato, padronize a coleta e registre todas as informações para rastreabilidade.
Classifique os riscos considerando probabilidade e severidade. Cruze as informações da escuta com dados objetivos: índices de absenteísmo, turnover e clima. Priorize os riscos mais graves e estruture-os no inventário do PGR.
Com os riscos priorizados, construa um plano com prazos, responsáveis e metas claras focando na causa raiz: ajustar metas, criar pausas, capacitar lideranças e melhorar canais de comunicação. Use metodologias como 5W2H. Intervenções superficiais sem resolver problemas de gestão não resolvem.
A NR-1 exige que todas as etapas sejam registradas no Inventário de Riscos e no PGR. Monitore indicadores como absenteísmo, satisfação e ocorrências de assédio. Reavalie pelo menos a cada dois anos ou sempre que houver mudanças significativas.
O Guia para avaliação de riscos psicossociais nas empresas esclarece que a NR-1 não obriga o uso de um instrumento específico, mas recomenda selecionar ferramentas adequadas à realidade da empresa:
COPSOQ-BR, Job Stress Scale e outros instrumentos científicos medem autonomia, suporte e exigências emocionais.
Facilitam a escuta ativa, especialmente em equipes pequenas ou setores específicos com dinâmicas próprias.
Pesquisas de satisfação, indicadores de absenteísmo e dados de turnover ajudam a cruzar informações objetivas.
Plataformas que garantem anonimato, padronização e integração com o PGR dão suporte ao processo contínuo.
O descumprimento da NR-1 pode resultar em penalidades administrativas aplicadas pelo MTE.
A legislação responsabiliza diretamente os empregadores que não demonstram ter identificado e mitigado riscos psicossociais.
Empresas com histórico de adoecimento ocupacional perdem credibilidade no mercado e têm dificuldade para atrair talentos.
Redução de afastamentos e custos com plano de saúde ao tratar causas, não apenas sintomas.
Trabalhadores reconhecidos e apoiados se sentem mais motivados e entregam melhores resultados.
Transparência, justiça e confiança se consolidam como valores reais, não apenas declarações.
O Guia para avaliação de riscos psicossociais nas empresas deixa claro: avaliar riscos psicossociais não é tarefa burocrática, mas um compromisso com bem-estar e desenvolvimento sustentável.
A NR-1 trouxe regras claras, mas a verdadeira transformação acontece quando as empresas ouvem seus colaboradores, identificam os fatores de risco e executam ações estruturadas. Seguindo o Guia para avaliação de riscos psicossociais nas empresas, comece definindo objetivos, mapeando indicadores e ouvindo sua equipe.
Use questionários validados, classifique os riscos, priorize o que causa mais impacto e implemente um plano de ação com prazos e responsáveis. Monitore continuamente e revisite o processo periodicamente.
A avaliação de riscos psicossociais é obrigatória. Não espere a fiscalização para agir.
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