Guia para avaliação de riscos psicossociais nas empresas!

Guia para avaliação de riscos psicossociais nas empresas!

Guia para avaliação de riscos psicossociais nas empresas!

Guia para Avaliação de Riscos Psicossociais nas empresas

Com a atualização da Nova NR-1, fatores como assédio, sobrecarga e falta de reconhecimento passaram a ser enquadrados como riscos ocupacionais. Este Guia para avaliação de riscos psicossociais nas empresas apresenta os 13 fatores de risco mais comuns e 5 passos práticos para empresas avaliarem e controlarem esses riscos.

⚠ Atenção — Portaria MTE nº 1.419/2024

A NR-1 agora exige que todas as empresas, independentemente do porte, incluam os fatores de risco psicossociais no Inventário de Riscos e no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). O descumprimento pode gerar multas, autos de infração e ações trabalhistas.

Por que olhar para a saúde mental no trabalho?

Saúde mental não é assunto de psicólogo ou moda do RH — é fator decisivo para competitividade. O Guia para avaliação de riscos psicossociais nas empresas nasce justamente dessa necessidade: no Brasil, transtornos mentais já aparecem entre as principais causas de afastamento.

470 mil trabalhadores afastados por questões psicológicas em 2023, cenário que torna o Guia para avaliação de riscos psicossociais nas empresas uma prioridade estratégica.

Esses números mostram que avaliar riscos psicossociais não é burocracia — é estratégia. Empresas que identificam problemas antes que se tornem passivos trabalhistas saem na frente.

O que são riscos psicossociais?

O Guia para avaliação de riscos psicossociais nas empresas define, de acordo com o MTE, riscos psicossociais como condições presentes no ambiente de trabalho que podem prejudicar a saúde mental, física ou social dos trabalhadores.

Eles incluem pressões por metas excessivas, jornadas longas, assédio e falta de autonomia. Não se referem a problemas pessoais do colaborador, mas ao modo como o trabalho é organizado.

As consequências de ignorá-los são concretas: esgotamento, distúrbios musculoesqueléticos (DORT), ansiedade, depressão e aumento do turnover. A NR-1 determina que todos esses riscos devem ser identificados, avaliados e controlados.

O que mudou com a NR-1 e a NR-17?

O Guia para avaliação de riscos psicossociais nas empresas parte da Portaria MTE nº 1.419/2024, que alterou o capítulo 1.5 da NR-1 para incluir explicitamente os fatores de risco psicossociais no GRO.

A avaliação de riscos deixou de considerar apenas agentes físicos, químicos, biológicos e ergonômicos — agora também contempla aspectos emocionais e organizacionais.

Além disso, a NR-1 passou a exigir que a avaliação considere as condições de trabalho previstas na NR-17 (Ergonomia), tornando a Avaliação Ergonômica Preliminar (AEP) obrigatória para todas as empresas, mesmo as dispensadas de elaborar o PGR.

O que a NR-1 exige na prática

Segundo o Guia para avaliação de riscos psicossociais nas empresas, os empregadores devem identificar, avaliar e controlar todos os riscos ocupacionais, incluindo assédio, sobrecarga e pressões excessivas. É obrigatório registrar esses riscos no Inventário, planejar ações de mitigação priorizando medidas preventivas, consultar os trabalhadores e monitorar continuamente a eficácia das ações seguindo o ciclo PDCA.

Os 13 Fatores de Risco Psicossocial mais comuns

O Guia para avaliação de riscos psicossociais nas empresas se apoia nos 13 fatores de risco psicossociais listados pelo Ministério do Trabalho que toda empresa deve conhecer e monitorar:

Fator de risco Descrição Possíveis consequências
Assédio de qualquer naturezaComportamentos abusivos, humilhações ou chantagensAnsiedade, depressão, ações trabalhistas
Má gestão de mudançasMudanças sem comunicação ou preparoInsegurança, resistência, estresse
Baixa clareza de papelIndefinição de responsabilidades e metasDesmotivação, ansiedade, baixa produtividade
Baixas recompensas e reconhecimentoEsforço não reconhecido pela organizaçãoDesmotivação, aumento do turnover
Falta de suporte e apoioAusência de orientação ou recursos adequadosEstresse, isolamento, queda de desempenho
Baixo controle e autonomiaFalta de poder de decisão sobre as próprias tarefasSentimento de impotência, esgotamento
Baixa justiça organizacionalPercepção de favoritismos ou critérios obscurosClima tóxico, conflitos, desmotivação
Eventos violentos ou traumáticosAcidentes graves, violência ou ameaças no trabalhoTranstornos mentais, estresse pós-traumático
Baixa demanda de trabalhoTarefas insuficientes ou monótonasApatia, perda de engajamento
Excesso de demandas (sobrecarga)Volume ou complexidade acima da capacidadeEsgotamento, DORT, burnout
Maus relacionamentosConflitos constantes e hostilidade entre equipesAnsiedade, isolamento, absenteísmo
Comunicação difícilBarreiras físicas, tecnológicas ou hierárquicasErros, retrabalho, frustração
Trabalho remoto e isoladoAusência de contato ou integração com a equipeSolidão, fadiga, perda de coesão

Muitos desses fatores estão relacionados à organização do trabalho e à liderança. Por isso, o Guia para avaliação de riscos psicossociais nas empresas orienta olhar para processos, comunicação e relações — e não apenas para sintomas individuais.

Como fazer a avaliação psicossocial: 5 passos

1
Passo 1 do Guia para avaliação de riscos psicossociais nas empresas: Planejamento e mapeamento inicial

Defina objetivos, setores envolvidos e profissionais qualificados. Faça um levantamento preliminar com indicadores de absenteísmo, rotatividade, atestados médicos e entrevistas de desligamento. Envolva líderes, SESMT, CIPA e trabalhadores desde o início.

2
Escuta ativa e diagnóstico

Escute os trabalhadores de forma confidencial e estruturada. Utilize questionários validados como o COPSOQ-BR, grupos focais e entrevistas. Garanta anonimato, padronize a coleta e registre todas as informações para rastreabilidade.

3
Avaliação e classificação dos riscos

Classifique os riscos considerando probabilidade e severidade. Cruze as informações da escuta com dados objetivos: índices de absenteísmo, turnover e clima. Priorize os riscos mais graves e estruture-os no inventário do PGR.

4
Plano de ação e implementação

Com os riscos priorizados, construa um plano com prazos, responsáveis e metas claras focando na causa raiz: ajustar metas, criar pausas, capacitar lideranças e melhorar canais de comunicação. Use metodologias como 5W2H. Intervenções superficiais sem resolver problemas de gestão não resolvem.

5
Passo 5 do Guia para avaliação de riscos psicossociais nas empresas: Documentação e monitoramento contínuo

A NR-1 exige que todas as etapas sejam registradas no Inventário de Riscos e no PGR. Monitore indicadores como absenteísmo, satisfação e ocorrências de assédio. Reavalie pelo menos a cada dois anos ou sempre que houver mudanças significativas.

Ferramentas e métodos recomendados

O Guia para avaliação de riscos psicossociais nas empresas esclarece que a NR-1 não obriga o uso de um instrumento específico, mas recomenda selecionar ferramentas adequadas à realidade da empresa:

📋
Questionários validados

COPSOQ-BR, Job Stress Scale e outros instrumentos científicos medem autonomia, suporte e exigências emocionais.

🗣️
Entrevistas e grupos focais

Facilitam a escuta ativa, especialmente em equipes pequenas ou setores específicos com dinâmicas próprias.

📊
Análise de clima

Pesquisas de satisfação, indicadores de absenteísmo e dados de turnover ajudam a cruzar informações objetivas.

💻
Ferramentas digitais

Plataformas que garantem anonimato, padronização e integração com o PGR dão suporte ao processo contínuo.


Consequências de ignorar o Guia para avaliação de riscos psicossociais nas empresas

💸
Multas e autos de infração

O descumprimento da NR-1 pode resultar em penalidades administrativas aplicadas pelo MTE.

⚖️
Ações trabalhistas

A legislação responsabiliza diretamente os empregadores que não demonstram ter identificado e mitigado riscos psicossociais.

📉
Danos reputacionais

Empresas com histórico de adoecimento ocupacional perdem credibilidade no mercado e têm dificuldade para atrair talentos.

Benefícios de aplicar o Guia para avaliação de riscos psicossociais nas empresas

🧠
Saúde mental preservada

Redução de afastamentos e custos com plano de saúde ao tratar causas, não apenas sintomas.

🚀
Mais engajamento e produtividade

Trabalhadores reconhecidos e apoiados se sentem mais motivados e entregam melhores resultados.

🤝
Cultura organizacional mais forte

Transparência, justiça e confiança se consolidam como valores reais, não apenas declarações.


Conclusão: agir para transformar o ambiente de trabalho

O Guia para avaliação de riscos psicossociais nas empresas deixa claro: avaliar riscos psicossociais não é tarefa burocrática, mas um compromisso com bem-estar e desenvolvimento sustentável.

A NR-1 trouxe regras claras, mas a verdadeira transformação acontece quando as empresas ouvem seus colaboradores, identificam os fatores de risco e executam ações estruturadas. Seguindo o Guia para avaliação de riscos psicossociais nas empresas, comece definindo objetivos, mapeando indicadores e ouvindo sua equipe.

Use questionários validados, classifique os riscos, priorize o que causa mais impacto e implemente um plano de ação com prazos e responsáveis. Monitore continuamente e revisite o processo periodicamente.

Sua empresa está em conformidade com a Nova NR-1?

A avaliação de riscos psicossociais é obrigatória. Não espere a fiscalização para agir.

Fale com um especialista →

Solicite um orçamento

© NR1 fatores psicossociais

Site otimizado e mantido por Sites com SEO.
Layout por Sites SEO.